Esta noite

Pouse sobre mim
Como a ave sobre a pedra lisa
Toque-me suave
Como as folhas do coqueiro afaga a brisa

Morda-me de leve
Como se a minha fosse a pele de uma fruta
Sorva-me e absorva-me
Como fosse a fonte da água mais pura

E então me surpreenda
Deixando-me unir profundamente a você
E me domine

Como o homem à natureza
Usa-me e possua-me para o seu prazer
Até que rime

quinta 01 março 2012 10:44 , em Esboços esboroados


Para o novo ano

Blog de mel-e-fel :Mel e Fel, Para o novo ano
Um ano é uma gota d´água
Que escorre rápida ou lentamente
Pelo vidro - depende
Da velocidade da gente.
 
Um ano é um cenário,
Em que nós mesmos passamos
Vivemos, andamos, nos desenvolvemos,
Sempre o mesmo - nós é que mudamos
 
Um ano é um símbolo
Uma etapa, um nó, um suspiro
Um soluço, um afago, um riso
 
Um ano é um teatro
Em que se desenrola
A vida toda em apenas um ato.
 
 
BOAS FESTAS, AMIGOS!
 

quinta 22 dezembro 2011 09:10 , em Homenagens


Receita de um sábado à noite

Um copo de vinho. Um salmão grelhado. Na parede um porta-retrato.

Meio copo de vinho. Talheres sobre a mesa. Uma vela acesa.

Um copo vazio. A louça sobre a pia. O porta-retrato, a vela, e a monotonia. 

segunda 05 dezembro 2011 09:09 , em Esboços esboroados


Rabisco sem título

Ele queria mais tempo... Mais tempo pra sonhar sem culpa, pra sorrir à toa, pra cantar alto no chuveiro... Queria oportunidades para olhar o céu estrelado por trás das luzes da cidade, para o céu estrelado no rosto de cada pessoa, e cada pessoa estava mais apagada e cinzenta de poluição... Queria jogar fora o celular, o computador, o Ipod, o carro que nem nas comédias românticas americanas. Queria namorar o amor, amar a vida, viver... E viver certamente deveria ser mais do que essa sucessão de eventos sem importância, de caminhos confusos, de asfalto. Não, com certeza, viver era muito mais o vôo livre do pássaro, o céu limpo após a chuva, a planta crescendo, a pureza da paz, uma paz inatingível que já não há mesmo quando a guerra não é armada. Paz, essa palavra indefinida, que no dia-a-dia dos poetas faz rima com milhares de sílabas doces, e no dia-a-dia dos dias atuais, serve apenas pra vender a próxima invenção ansiolítica. Ele queria, queria muito. Até que desejou querer menos, sentir menos, viver menos... Até que um dia virou pó, e o vento o levou pra ser resquício de areia no castelinho que a criança fez na praia. E nos olhos da criança estava tudo o que ele sempre quis.

quarta 26 outubro 2011 23:03 , em Esboços esboroados


Tartarugas

Eu disse que de vez em quando colocaria videos aqui...

Demorou, mas aqui está!! Essa é uma nova música, escrita com base em um arranjo de autoria do meu irmão, Lucca (que aliás, se tivesse tocado para a gravação, teria feito muito melhor do que eu!!)

Então fica como uma pequena homenagem a ele, aqui.

Um ótimo feriado e um feliz dia das crianças, embalado nos sonhos mais belos e nos abraços mais ternos... 

terça 11 outubro 2011 22:37 , em Homenagens


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